Tive há dias o segundo momento em que não gostei especialmente de estar grávida. Não no sentido de não querer estar, apenas a sentir que as mudanças no corpo são de tal ordem profundas que não controlo mesmo nada do que me está a acontecer.
E isso... assusta-me.
Têm sido noites desesperadas com dor ciática e sem nenhuma posição para dormir. Um cansaço imenso, um corpo e alma a pedirem repouso e em troca: dor, incómodo, dificuldade em respirar, tensão baixa, um relógio a marcar mais um minuto, e outro e outro...
Uma madrugada, já desesperada com a dor, e atormentada pela culpa, levei as mãos à barriga e vi-me, num lamento, a pedir desculpa a este pequeno ser que cresce dentro de mim.
Faltam três meses.
A barriga vai crescer (ainda) mais.
O espaço lá dentro será mais e mais pequenino.
A probabilidade da ciática melhorar é pequena.
A azia será fiel companheira.
Não ter posição para dormir será rotina.
As idas nocturnas à casa-de-banho vão aumentar (ainda) mais.
A ansiedade tenderá a crescer.
E isso... assusta-me porque creio que tudo isto, quando comparado à missão maior que me espera, tem uma importância do tamanho de uma cabeça de alfinete.
Sentimental e sonhadora. Dependente de abraços e sorrisos de intenção pura. Crente num Deus comum a todos. Eterna aprendiz da Sabedoria Universal.
1 de novembro de 2014
31 de outubro de 2014
Privacidade OU Pela boca morre o peixe - Parte II
Sempre achei que seria uma grávida muito defensora da sua barriga.
Tirando o pai, nada de andarem cá às festinhas porque sim e porque sim!
Sempre achei que trataria a minha barriga como algo muito meu, privado, quase exclusivo.
Há dias, estava confortavelmente sentada numa esplanada enquanto esperava a boleia do marido quando a Conchinha começou uma sessão de pontapés vigorosos!
Já a sinto assim há muitos dias mas é sempre uma festa..
Naquele momento estava tão entusiasmada que até me apeteceu meter-me com o segurança que estava perto e convida-lo a sentir o fogo de artifício que reinava dentro da minha barriga..
Tirando o pai, nada de andarem cá às festinhas porque sim e porque sim!
Sempre achei que trataria a minha barriga como algo muito meu, privado, quase exclusivo.
Há dias, estava confortavelmente sentada numa esplanada enquanto esperava a boleia do marido quando a Conchinha começou uma sessão de pontapés vigorosos!
Já a sinto assim há muitos dias mas é sempre uma festa..
Naquele momento estava tão entusiasmada que até me apeteceu meter-me com o segurança que estava perto e convida-lo a sentir o fogo de artifício que reinava dentro da minha barriga..
29 de outubro de 2014
23 de outubro de 2014
6 Meses
… a andar nas nuvens, a abraçar o desconhecido, a dar as boas vindas às ansiedades típicas
de uma mãe de primeira viagem, a alimentar sonhos, a fazer planos e a sorrir de forma MUITO palerma!
Seis meses de momentos pequeninos e valiosos
onde toco a plenitude com a ponta dos meus dedos.
22 de outubro de 2014
A Idade dos Porquês #2
Porque é que numa madrugada de insónia o sono chega no exacto momento em que toca o despertador?
20 de outubro de 2014
Sonho
À medida que a gravidez avança, volta e meia aparecem as inseguranças e a pergunta que penso "atormenta" qualquer mulher que espera um bebé: Será que vou ser uma boa mãe?
Ontem tive um sonho tão cómico que não resisto em partilhar.
Tinha nos braços um bebé do qual cuidei em pequeno e que hoje é um matulão de 14 anos!
Com ele nos braços pensava na pergunta e ele, com meses, respondia:
13 de outubro de 2014
Acreditar
Parte do meu
trabalho passa por acreditar.
Acreditar que posso
fazer alguma diferença na vida das pessoas, por mínima que seja! Mas tenho dias
em que por mais que me esforce, não há "magia" que me valha e
sinto-me “Psicóloga Coração nas Mãos”!
Recentemente, entre
outras coisas, envolvi-me num projecto sobre Direitos Humanos.
Hoje estive toda a
manhã numa escola a dinamizar sessões para 83 alunos e tinha apenas 45 minutos com cada turma para sensibilizar os jovens para este
tema.
Não era numa escola
de elite, antes pelo contrário. Era uma escola mergulhada no meio de um bairro
social e com um contexto tudo menos favorável.
No final da sessão
vários jovens classificaram a sessão como “Inspiradora” e dez deles inscreveram-se
num projecto de voluntariado que promove os Direitos Humanos numa escola rural
em Moçambique.
Sempre fui de ver o
copo meio cheio por isso acredito que se em 83 jovens eu tivesse tocado apenas um,
a minha ida à escola já teria valido a pena.
Hoje o copo transbordou. Saí de
rastos mas com a alma cheia.
Valeu a pena o
esforço dos últimos dias de preparação para encontrar a imagem UAU, o vídeo
que deixa de boca aberta, a dinâmica mais certeira e a palavra chave que os moveu a acreditarem
que inútil não é nunca a última palavra.
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| Brandon J Wright |
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