São hilariantes as consultas com a minha médica!
Hoje o conselho foi: "Numa grávida, um iogurte líquido deve dar para três vezes!"
Sentimental e sonhadora. Dependente de abraços e sorrisos de intenção pura. Crente num Deus comum a todos. Eterna aprendiz da Sabedoria Universal.
20 de novembro de 2014
19 de novembro de 2014
18 de novembro de 2014
O melhor fármaco que existe...
Hoje fiquei em casa.
É uma das (poucas) vantagens de trabalhar de forma independente.
Apesar de ter bastantes coisas para pôr em ordem, a cabeça latejou até há pouco e só umas massagens e mimos do marido melhoraram a minha condição!
Já mais aliviada tenho estado no sofá com a cabeça dele encostada à minha barriga enquanto contemplamos das coisas mais maravilhosas da gravidez: sentir o bebé a mexer!
Ela tem estado activa há imenso tempo.
O pai conta-lhe estórias, faz festas, dá beijinhos e a barriga dá saltos, muitos saltos! Conseguimos ver como ela muda de lugar.. ora para a esquerda... ora para a direita... um salto aqui... um pontapé acolá!
Tem sido um festim!
Apesar de poder tomar benuron, evito até à última e certo é que a plenitude destes momentos (já a três) foi mesmo o melhor medicamento que eu podia ter tomado hoje!
A isto juntou-se uma barrigada de riso quando me lembrei de um programa de TV onde várias mulheres não sabiam estar grávidas e pensado que se tratava de uma cólica malandra, acabavam com bebés recém-nascidos no fundo da sanita.....!!
17 de novembro de 2014
Nunca na vida ....
Prematuridade
Sempre me considerei uma pessoa apressada e impaciente.
De há uns anos para cá esta tendência mudou e desde que engravidei sinto que as mudanças são ainda maiores.
Dou comigo a ter um enorme prazer em desfrutar os momentos de forma muito mais pausada e serena.
Hoje, logo pela manhã, vi as notícias anunciando o Dia Mundial da Prematuridade. Recordei o tempo em que fui voluntária no Hospital da Estefânia e de um bebé prematuro que tive nas mãos.
Era um de trigémeos e quase ninguém arriscava em lhe tocar.
Eu, pelo contrário, sentia-me fascinada por aquele pequenino ser identificando-me com a sua pressa e impaciência para chegar ao mundo.
A mão dele era do tamanho da ponta do meu polegar e apesar de algumas complicações, teve uma evolução favorável, tal como os casos que hoje reportava a televisão. Todos à excepção da pequena Margarida para cuja campanha solidária eu contribuí.
Senti um aperto enorme e desliguei a TV.
Pedi à minha bebé que relaxe, que desfrute do casulo de Amor em que está transformada a minha barriga.
Pedi-lhe tempo, paciência e serenidade.
Mas a este dia, pedi que passe depressa, muito depressa.
Alimentar Afectos
Sexta e sábado à noitinha...
A mesa posta. As velas acesas.
Os pratos floridos e os copos vintage da Atlantis que raramente saem do armário.
Um par de horas na cozinha.
O avental posto e uma mão cheia de temperos.
O coração leve e sereno.
A barriga já a ir contra o balcão.
Ao longe o "Free Falling" do Tom Petty a soar no rádio.
Sexta...
Rever amigos de uma vida.
Abraçar as meninas que cresceram tanto.
Os nossos sorrisos cúmplices de quem diz "qualquer dia somos nós" quando uma delas entorna a água e puxa os fios da TV.
A alegria de receber tantos mimos para o sorriso que vai nascer.
Ouvir a mais velha pronunciar o nome da nossa bebé enquanto me faz festas na barriga.
Os nossos sorrisos cúmplices de quem diz "qualquer dia somos nós" quando uma delas entorna a sopa e se ri com ar maroto.
Uma despedida com a promessa de que é só um até já!
Sábado...
Íamos ser 4 mas numa surpresa... sentamo-nos 5.
Conversas e risos como se o tempo não passasse por nós.
O nosso entusiasmo a mostrar o quarto dela.
A alegria de um casamento que chegará para o ano!
Uma sobremesa bomba da qual só provei uma colherada.
A delícia que é ouvir os relatos das férias lá longe.
Uma despedida que dura uma hora enquanto continuamos a conversa no hall da entrada.
Domingo...
A mesa posta noutra casa.
Os sorrisos na porta da entrada quando a minha barriga entrou à minha frente.
Todas as tias maternas reunidas à mesa.
A avó que, não estando já entre nós, se fez presente.
Fotografias para a posteridade.
Assim foram estes dias.
E como eu já uma vez disse: Quem disse que Amor não enche barriga?
15 de novembro de 2014
Inveja (boa)...
... só mesmo das pessoas que conseguem dormir de barriga para baixo e que podem comer queijo fresco!
13 de novembro de 2014
Prevenção?!
Uma medida tão estúpida quanto o anúncio da Vodafone..
Estes "amaricanos" não aprendem!
http://br.reuters.com/article/worldNews/idBRKCN0IV29P20141111
Gostei especialmente da parte em que o especialista diz que esta medida:
"Pode levar a menos ferimentos e talvez salvar vidas."
Oh sim.. isto descansa qualquer coração de mãe!
Estes "amaricanos" não aprendem!
http://br.reuters.com/article/worldNews/idBRKCN0IV29P20141111
"Pode levar a menos ferimentos e talvez salvar vidas."
Oh sim.. isto descansa qualquer coração de mãe!
Ironia
.... Levar a vacina da gripe num dia e no dia seguinte ficar de molho com dores de garganta, dores de cabeça, dores do corpo e calafrios!
11 de novembro de 2014
4 de novembro de 2014
Sai um bidón de vinagre!
As sessões sobre Direitos Humanos nas escolas continuam com saldo muito positivo mas há dias apanhei uma professora que não é deste mundo.
Estava numa turma de 4ºAno e eram uns doces aqueles miúdos. O tema era a Igualdade e a Não-Discriminação. Os garotos foram super colaborantes, interessados e a sessão estava a correr tão bem.
Às tantas, um pequenote que estava sentado no fundo da sala levantou o braço para também dar a sua achega. A professora revirou os olhos como quem diz: "Lá vem este outra vez!"
Só isso já me caiu tão mal.. mas o que ela disse a seguir, e considerando o contexto onde estávamos, deixou-me de queixo caído.
Tentando ignorar os olhos reprovadores da professora, dei a palavra ao garoto, que entusiasmado fez a sua partilha. Quando ele terminou tinha um sorriso triunfante no rosto e os olhinhos brilharam quando eu lhe agradeci a participação.
A isto a professora retorquiu com ar desenxabido: "Mas esse não interessa muito.... é cigano!"
O QUÊ??
Podia tê-la rachado ao meio e culpar as hormonas mas limitei-me a pôr um sorriso amarelo e dizer um firme: "A opinião de TODOS conta.. até porque hoje falamos de IGUALDADE e NÃO-DISCRIMINAÇÃO!!"
Ela manteve-se calada até ao fim da sessão mas não aprendeu nadinha.
Já à minha saída uma menina pediu se podia ir à casa-de-banho beber água. Aquela tótó respondeu à bruta e disse: "Água?? Devias ter bebido no intervalo que isto também já são direitos a mais!!"
Oi?? Beber água... direitos a mais??
A sério???
Podia tê-la rachado ao meio (outra vez!!) mas fiz uma coisa, que sei ser MUITO anti-pedagógica. Que se lixe a ética que a miúda tinha sede bolas!!
Ignorei completamente a professora e disse à miúda: "Vai num pé e vem no outro!"
Ela correu feita uma seta e lá foi. Empatei um pouco à espera que ela voltasse para não ser recebida à má fila pela professora. Só então me despedi dos miúdos e lancei um sorriso amarelo à parvalhona a dizer tipo "Não penses que não topei a besta que és!!"
Estava numa turma de 4ºAno e eram uns doces aqueles miúdos. O tema era a Igualdade e a Não-Discriminação. Os garotos foram super colaborantes, interessados e a sessão estava a correr tão bem.
Às tantas, um pequenote que estava sentado no fundo da sala levantou o braço para também dar a sua achega. A professora revirou os olhos como quem diz: "Lá vem este outra vez!"
Só isso já me caiu tão mal.. mas o que ela disse a seguir, e considerando o contexto onde estávamos, deixou-me de queixo caído.
Tentando ignorar os olhos reprovadores da professora, dei a palavra ao garoto, que entusiasmado fez a sua partilha. Quando ele terminou tinha um sorriso triunfante no rosto e os olhinhos brilharam quando eu lhe agradeci a participação.
A isto a professora retorquiu com ar desenxabido: "Mas esse não interessa muito.... é cigano!"
O QUÊ??
Podia tê-la rachado ao meio e culpar as hormonas mas limitei-me a pôr um sorriso amarelo e dizer um firme: "A opinião de TODOS conta.. até porque hoje falamos de IGUALDADE e NÃO-DISCRIMINAÇÃO!!"
Ela manteve-se calada até ao fim da sessão mas não aprendeu nadinha.
Já à minha saída uma menina pediu se podia ir à casa-de-banho beber água. Aquela tótó respondeu à bruta e disse: "Água?? Devias ter bebido no intervalo que isto também já são direitos a mais!!"
Oi?? Beber água... direitos a mais??
A sério???
Podia tê-la rachado ao meio (outra vez!!) mas fiz uma coisa, que sei ser MUITO anti-pedagógica. Que se lixe a ética que a miúda tinha sede bolas!!
Ela correu feita uma seta e lá foi. Empatei um pouco à espera que ela voltasse para não ser recebida à má fila pela professora. Só então me despedi dos miúdos e lancei um sorriso amarelo à parvalhona a dizer tipo "Não penses que não topei a besta que és!!"
1 de novembro de 2014
Medos
Tive há dias o segundo momento em que não gostei especialmente de estar grávida. Não no sentido de não querer estar, apenas a sentir que as mudanças no corpo são de tal ordem profundas que não controlo mesmo nada do que me está a acontecer.
E isso... assusta-me.
Têm sido noites desesperadas com dor ciática e sem nenhuma posição para dormir. Um cansaço imenso, um corpo e alma a pedirem repouso e em troca: dor, incómodo, dificuldade em respirar, tensão baixa, um relógio a marcar mais um minuto, e outro e outro...
Uma madrugada, já desesperada com a dor, e atormentada pela culpa, levei as mãos à barriga e vi-me, num lamento, a pedir desculpa a este pequeno ser que cresce dentro de mim.
Faltam três meses.
A barriga vai crescer (ainda) mais.
O espaço lá dentro será mais e mais pequenino.
A probabilidade da ciática melhorar é pequena.
A azia será fiel companheira.
Não ter posição para dormir será rotina.
As idas nocturnas à casa-de-banho vão aumentar (ainda) mais.
A ansiedade tenderá a crescer.
E isso... assusta-me porque creio que tudo isto, quando comparado à missão maior que me espera, tem uma importância do tamanho de uma cabeça de alfinete.
E isso... assusta-me.
Têm sido noites desesperadas com dor ciática e sem nenhuma posição para dormir. Um cansaço imenso, um corpo e alma a pedirem repouso e em troca: dor, incómodo, dificuldade em respirar, tensão baixa, um relógio a marcar mais um minuto, e outro e outro...
Uma madrugada, já desesperada com a dor, e atormentada pela culpa, levei as mãos à barriga e vi-me, num lamento, a pedir desculpa a este pequeno ser que cresce dentro de mim.
Faltam três meses.
A barriga vai crescer (ainda) mais.
O espaço lá dentro será mais e mais pequenino.
A probabilidade da ciática melhorar é pequena.
A azia será fiel companheira.
Não ter posição para dormir será rotina.
As idas nocturnas à casa-de-banho vão aumentar (ainda) mais.
A ansiedade tenderá a crescer.
E isso... assusta-me porque creio que tudo isto, quando comparado à missão maior que me espera, tem uma importância do tamanho de uma cabeça de alfinete.
31 de outubro de 2014
Privacidade OU Pela boca morre o peixe - Parte II
Sempre achei que seria uma grávida muito defensora da sua barriga.
Tirando o pai, nada de andarem cá às festinhas porque sim e porque sim!
Sempre achei que trataria a minha barriga como algo muito meu, privado, quase exclusivo.
Há dias, estava confortavelmente sentada numa esplanada enquanto esperava a boleia do marido quando a Conchinha começou uma sessão de pontapés vigorosos!
Já a sinto assim há muitos dias mas é sempre uma festa..
Naquele momento estava tão entusiasmada que até me apeteceu meter-me com o segurança que estava perto e convida-lo a sentir o fogo de artifício que reinava dentro da minha barriga..
Tirando o pai, nada de andarem cá às festinhas porque sim e porque sim!
Sempre achei que trataria a minha barriga como algo muito meu, privado, quase exclusivo.
Há dias, estava confortavelmente sentada numa esplanada enquanto esperava a boleia do marido quando a Conchinha começou uma sessão de pontapés vigorosos!
Já a sinto assim há muitos dias mas é sempre uma festa..
Naquele momento estava tão entusiasmada que até me apeteceu meter-me com o segurança que estava perto e convida-lo a sentir o fogo de artifício que reinava dentro da minha barriga..
29 de outubro de 2014
23 de outubro de 2014
6 Meses
… a andar nas nuvens, a abraçar o desconhecido, a dar as boas vindas às ansiedades típicas
de uma mãe de primeira viagem, a alimentar sonhos, a fazer planos e a sorrir de forma MUITO palerma!
Seis meses de momentos pequeninos e valiosos
onde toco a plenitude com a ponta dos meus dedos.
22 de outubro de 2014
A Idade dos Porquês #2
Porque é que numa madrugada de insónia o sono chega no exacto momento em que toca o despertador?
20 de outubro de 2014
Sonho
À medida que a gravidez avança, volta e meia aparecem as inseguranças e a pergunta que penso "atormenta" qualquer mulher que espera um bebé: Será que vou ser uma boa mãe?
Ontem tive um sonho tão cómico que não resisto em partilhar.
Tinha nos braços um bebé do qual cuidei em pequeno e que hoje é um matulão de 14 anos!
Com ele nos braços pensava na pergunta e ele, com meses, respondia:
13 de outubro de 2014
Acreditar
Parte do meu
trabalho passa por acreditar.
Acreditar que posso
fazer alguma diferença na vida das pessoas, por mínima que seja! Mas tenho dias
em que por mais que me esforce, não há "magia" que me valha e
sinto-me “Psicóloga Coração nas Mãos”!
Recentemente, entre
outras coisas, envolvi-me num projecto sobre Direitos Humanos.
Hoje estive toda a
manhã numa escola a dinamizar sessões para 83 alunos e tinha apenas 45 minutos com cada turma para sensibilizar os jovens para este
tema.
Não era numa escola
de elite, antes pelo contrário. Era uma escola mergulhada no meio de um bairro
social e com um contexto tudo menos favorável.
No final da sessão
vários jovens classificaram a sessão como “Inspiradora” e dez deles inscreveram-se
num projecto de voluntariado que promove os Direitos Humanos numa escola rural
em Moçambique.
Sempre fui de ver o
copo meio cheio por isso acredito que se em 83 jovens eu tivesse tocado apenas um,
a minha ida à escola já teria valido a pena.
Hoje o copo transbordou. Saí de
rastos mas com a alma cheia.
Valeu a pena o
esforço dos últimos dias de preparação para encontrar a imagem UAU, o vídeo
que deixa de boca aberta, a dinâmica mais certeira e a palavra chave que os moveu a acreditarem
que inútil não é nunca a última palavra.
![]() |
| Brandon J Wright |
8 de outubro de 2014
Pela boca morre o peixe...
Sou de afectos mas nunca fui lamechas estilo cutxi-cutxi.
Eu sei que as pessoas perdidas de amor fazem
coisas parvas, muito parvas. Dizem frases pirosas, suspiram o tempo todo, estão
sempre a falar na mesma coisa e têm sempre sorrisos colgate no rosto.
Nunca fui assim mas agora..... ai agora é que são elas!
Fiz há dois dias a ecografia morfológica onde
vi cada centímetro da minha bebé.
Entre outras coisas, contei-lhe os dedos,
vi-lhe os rins, vi-a a chuchar no dedo e a fazer poses como se soubesse que a estávamos
a ver.
Três das imagens ficaram tão nítidas que creio
que seria capaz de a reconhecer num berçário e dizer: “É esta a minha filha!”
Resultado, há dois dias que estou insuportável ao estilo cutxi-cutxi!
Babo o tempo todo perante as imagens e dou-lhes beijinhos!
Falo com aquele tom de voz irritante das pessoas estupidamente apaixonadas!
Repito
vezes sem conta para quem queira ouvir: "Não é linda?", "Ai é tão fofa" ou "Oh minha rica filha!"
Nos momentos de lucidez digo a mim mesma: "Tem calma! Isto é normal, isto é lindo e é maternal"
Depois assusto-me e pergunto: "Mas onde é que isto vai parar?"
6 de outubro de 2014
Subscrever:
Mensagens (Atom)





