Amanhã tenho duas reuniões. Para uma delas deveria levar algum trabalho feito.
Não o fiz e vou 'falhar' este compromisso porque nos últimos dias não me esfolei para cumprir este prazo.
Não o fiz porque respeitei a minha nova condição de Mãe e aceitei que não sou a super mulher..
Noutra altura seria impensável isto acontecer e eu estaria consumida pela culpa e teria pela frente uma noitada frenética que faria com que o trabalho ficasse feito mas que me daria zero prazer..
Mas hoje sinto-me tranquila e em paz. Não fiz porque não consegui. Paciência...
Sei que amanhã vou 'de mãos a abanar' mas com genica de sobra para compensar o que estes dias não permitiram fazer.
E que nome tem isto? Irresponsabilidade ou serenidade?
Sentimental e sonhadora. Dependente de abraços e sorrisos de intenção pura. Crente num Deus comum a todos. Eterna aprendiz da Sabedoria Universal.
26 de maio de 2015
11 de maio de 2015
No último mês..
Não me apeteceu escrever.
Deixei de beber leite.
Desencantei-me com a blogosfera.
Pensei terminar o blog.
Aprendi que o coração não precisa de lógica.
Voltei a ler à noite antes de adormecer.
Perdi peso.
Tive medo do futuro.
Deixei de ver telejornais.
Fiz uma limpeza no correio electrónico e apaguei 589 e-mails.
Vi a minha filha crescer 5 centímetros.
Perdoei pessoas.
Meditei à beira-mar.
Passei à semifinal do Acredita Portugal.
Todos os dias cheirei a minha filha.
Dei uma entrevista sobre o meu trabalho com Direitos
Humanos.
Comi caracóis.
Percebi que a letra do “Let it Go” do Frozen podia ter
sido escrita para mim.
Vivi o meu primeiro dia da Mãe.
Voltei a trabalhar.
Inventei uma pizza sem farinha.
Renovei a minha fé.
Oh coisa boa que é viver!
6 de abril de 2015
Sinais dos Tempos
Ontem
"Tenho que ir ao sótão buscar as havaianas..!"
Hoje
"Onde é que temos guardado o guarda-chuva?"
2 de abril de 2015
Bebés bons, bebés maus, bebés assim assim
Há dias falava com outra recém mamã que fica pasmada (e eu também) quando as pessoas perguntam se a filha "é boazinha"; "se a deixa dormir"; "se a trata bem"...
Senhoras e senhores.. a filha desta mamã tem quatro meses.
A minha tem dois..
Não são boas nem más. São bebés!
A minha filha chora quando tem fome, mostra desconforto quando tem a fralda suja, não gosta quando a dispo ou visto e chora desalmadamente quando tem cólicas..
Tenho 36 anos e segundo consta fui uma bebé muito difícil. Pelo que me contam comer e dormir eram coisas pouco interessantes para mim e do que eu gostava mesmo era de chorar. Chorar muito.
Ora pela lógica, e na visão das pessoas que fazem perguntas como descrevi em cima, eu era uma bebé má, não deixava os meus pais dormirem e claramente maltratava-os com o meu choro desmedido.
Toda a minha vida ouvi coisas como "um dia quando fores mãe é que vais ver", "oxalá um filho teu não seja como tu eras", etc, etc etc..
Senhora e senhores, não há bebés bons, bebés maus ou bebés assim-assim.
Há bebés. Ponto. E os bebés choram, reclamam nessa linguagem universal que é o choro e que é a única que, durante uns bons meses, eles conhecem.
Eu chorava. Muito.
Seguramente tinha as minhas razões e estas iam além de cócós e estômago vazio.
Os meus pais deram o seu melhor com os recursos que tinham.
Isso chegou para eu ser uma bebé mais serena? Não.
Devem eles sentir-se culpados? Jamais.
Devo eu carregar a culpa de, segundo consta, os ter massacrado até aos meus cinco anos? Nunca.
Na minha viagem, ainda pequena, pelo mundo da maternidade chego a uma conclusão: os bebés são como os clientes... têm sempre razão!
29 de março de 2015
27 de março de 2015
Mãe Astronauta
Desde que nasceste (já antes) que falo muito contigo.
Às vezes é conversa da treta e completamente despropositada estilo “Lembra a mãe que amanhã é dia de
pagar a água” ou “Achas que ponha
mais pimenta no lombo ou está bom assim?”
Outras vezes a conversa acontece quando estás no banho e vendo-te tão
deliciada eu pergunto-te: “Doce filha.. onde
escondeste a tua cauda de sereia?”
São conversas tolas mas dão-me um gozo imenso pois são momentos em que te envolvo
totalmente naquilo que são as nossas vidas.
Há dias, numa dessas “conversas”, tu ofereceste-me o teu primeiro sorriso!
Um
sorriso aberto e de olhos muito iluminados.
Também no meu rosto apareceu um
sorriso enorme de fazer doer a bochecha.
Desde esse dia que sorris e nesses
momentos sinto-me a levitar como se não existisse nenhuma gravidade e fico com o meu
coração a bater à porta das estrelas..
26 de março de 2015
Mangas e Couves-de-Bruxelas
Por agora parou a meditação da querida Oprah e do sábio Deepak.
A determinada altura, o que era suposto ser um momento sereno, íntimo e revelador.. estava a tornar-se inquietante.
Imaginem que vão comer uma manga e quando dão a primeira trincadela o sabor é a couve de bruxelas...!
Às tantas foi isto que começou a acontecer nesta meditação.
Sabe-me a couve de bruxelas.
Falem-me em prosperidade e eu sinto o doce paladar de uma manga madura.
A determinada altura, o que era suposto ser um momento sereno, íntimo e revelador.. estava a tornar-se inquietante.
Imaginem que vão comer uma manga e quando dão a primeira trincadela o sabor é a couve de bruxelas...!
Às tantas foi isto que começou a acontecer nesta meditação.
Em tempos eu insistiria (certa de que estaria a fazer algo errado).. mas desta vez respirei fundo fundo e procurei perceber o porquê da experiência não estar a resultar.
Ontem percebi.
Esta meditação é orientada e tem um objetivo muito específico. Mais do que isso, há uma palavra chave que orienta a meditação. A palavra é sucesso.
Ora aqui é que está a questão.
Se há coisa que a formação em PNL me ensinou é que
tem de haver ecologia nas nossas escolhas, ações, propósitos. Se algo não nos é ecológico.. não resulta.
Não aprecio a palavra sucesso. Não me faz sentido.Sabe-me a couve de bruxelas.
Falem-me em prosperidade e eu sinto o doce paladar de uma manga madura.
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